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águas


 

há dias assim
feitos de um cansaço
baço e com sabor a bafio,

dias em que as horas são rio
grossas e turvas e sem fim.
há dias assim.

há dias
de manhãs sem relento
e as mãos sem assento,
e o olhar

a quedar-se quebrado
por tardes infindas
de inúteis romarias
onde tudo é passado.

há dias assim,
águas destino e fado
sem fundo e sem fim.

 
© Nina Light CC-BY-NC-ND


 

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