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vagas


Tantas que são
as palavras todas que rimam
com a rima única que é amor:
conto-as, pelos dedos desfiados

todos aqueles fins contados,
que se desfiam como as águas
e se abrem como as mágoas
dos meus olhos

palavras tantas, aos molhos
como se não mais que flores fossem,
ou ávidos dedos que leves rocem
na familiaridade da tua pele

na brancura exangue do meu papel.
Conto-as. Todas quantas foram e vão
dos meus lábios à tua mão,
do calor à apenas dura dor:

as todas, palavras tantas,
que levarei rente na memória

palavras amargas vagas
salgado mar

que tu indiferente assim assentas
pelo livro da nossa história.
 
© Nina Light


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