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outra madrugada


olho-te o macio aveludado da pele
nacarada de mel
e madugrada e luar

quero-te de um querer incessante
e constante e profundo,
um laço inebriante
de possibilidade e mar.

sinto-te o respirar pautado e ligeiro
do sono, e o cheiro acre e animal
do sexo recém saciado.

barcos que fomos à deriva
pelo oceano picado da vida
aportámos um ao outro como quem aporta
na familiaridade do todo e do ter —

sem sina nem sorte nem mal.
e não é verdade precisar de ti para ser
verdade é, simplesmente, não querer

outro mar ou outro sal
ou outra branda madrugada.
 
 

© Nina Light CC-BY-NC-ND


image credit: Wikimedia Commons
 
 

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