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camp’s over…

  Phew, have I been busy this month! I mean, it’s not as if I did not expect to be busy this April, even a bit, erm, well, somewhat busier than usual. After all, I did register for #CampNaNoWriMo and set myself a target of 25,000 of the frequently elusive little buggers we trade in. I thought it would be a perfectly attainable goal while still attending to all my other usual daily grind, and still keep up with reading and reviewing — and, most important of all, sleeping. In my bid to came to my decision more or less scientifically, I had looked at last November, earnestly, quizzically: it’s true that I had very little sleep, and that did next to nothing else, but I had managed to come up with over the required 50,000 words… So, can you follow my reasoning? Halve the goal, and the time you save will allow you to do half  of the everything-else you would otherwise neglect… plus sleep, and if you sleep then work will be, will come easier, be it with words …

a lua

    Caminham lado a lado, a mulher e o rapazito. Por vezes ele saltita e rodopia, e ela olha-o e sorri como quem se lembra de outras coisas assim. Outros saltos e rodopios. Por vezes ele pára-a, diz-lhe, “olha ali! Olha, olha ali!“ – “É um elefante, estás a ver? Ali a tromba, e as orelhas…“ E ela olha. E vê. É uma cabeça de elefante, a tromba semi-encaracolada, o olho enorme e profundo como um espelho azul de céu, as orelhas enormes espraiadas lado a lado.

vagas

Tantas que são as palavras todas que rimam com a rima única que é amor: conto-as, pelos dedos desfiados todos aqueles fins contados, que se desfiam como as águas e se abrem como as mágoas dos meus olhos palavras tantas, aos molhos como se não mais que flores fossem, ou ávidos dedos que leves rocem na familiaridade da tua pele na brancura exangue do meu papel. Conto-as. Todas quantas foram e vão dos meus lábios à tua mão, do calor à apenas dura dor: as todas, palavras tantas, que levarei rente na memória palavras amargas vagas salgado mar que tu indiferente assim assentas pelo livro da nossa história.   © Nina Light